15 dias se passaram desde que a Júlia foi levada de mim, a polícia achou o corpo do Roberto, pelo menos aquele desgraçado vai pagar no inferno por ter ajudado. Tô com medo do pior acontecer e ainda mais meu filho está prestes a nascer.
Júlia narrando:
Eu não me aguentava em pé, mal comia e pra piorar minha bolsa estourou as dores estão insuportáveis.
Júlia: Pelo amor de Deus, me ajudem. Meu filho vai nascer...
Carlos: Problema o seu, se vira ai.
3 horas se passaram e eu senti uma pressão na barriga.
Júlia: É o seu filho carlos... Por favor, me ajuda.
Isis: Fica calada vadia.
Carlos: Melhor ir ver se ela precisa de ajuda.
Carlos abriu a porta do quartinho onde eu estava...
Carlos narrando
Na hora que abri aquela porta eu me espantei, Júlia sangrava muito e a cabeça do bebê já estava apontando.
Júlia: Me ajuda Carlos... Pelo amor de Deus.
Ela fez mais um pouco de força e o bebê nasceu, peguei uma velha tesoura que tinha ali, passei no fogo e cortei o cordão umbilical, peguei o bebê e sai dali.
Júlia: EU QUERO VER ELE. NÃO ME DEIXE AQUI...
Novamente a tranquei ali.
Isis: Nasceu?
Carlos: Sim... Lindo que nem o pai. Precisamos enrolá-lo. Pega minha jaqueta.
Isis: Tá com muito mimo ein? Melhor desapegar.
Carlos: Eu sei.
BC narrando.
Delegado: Uma testemunha disse que viu eles pegando estrada rumo ao sul do país.
BC: Já sei! Isis tem uma casa no Paraguai, aquela vagabunda só pode estar lá. Como não pensei nisso antes!
Delegado: E você sabe onde fica?
BC: Não...
Delegado: Vamos entrar em contato com a policia paraguaia, conheço um sargento daqui que foi transferido pra lá, vou mandar fotos dos três e pedi-los pra começar nas investigações.
BC: Eu vou pra lá com vocês.
Delegado: Ok, então arrume suas coisas.
Nilza: Filho, não é muito arriscado, você ir?
BC: É pela minha mulher e pelo meu filho, mãe...
Subi e arrumei minhas coisas, me encontrei com o delegado no aeroporto e embarcamos rumo ao Paraguai.
Júlia narrando.
Eu não estava aguentando, com dificuldades consegui me levantar e ir numa pequena janela que havia ali. Pra minha sorte um senhor passava por ali.
Júlia: Me ajuda....
Minha voz estava fraca, eu estava fraca, por ter dado a luz minutos atrás.
Sr.: Oh!! O que houve!
Júlia: Chama a polícia... Por favor, meu filho corre risco de vida.
Sr.: Tudo bem! Eu já venho.
BC narrando:
Desembarcamos no Paraguai e logo fomos pra delegacia, os policiais já tinham iniciado as buscas, até que chegou um senhor e começou a conversar com o delegado.
Delegado:Bruno, acharam sua esposa.
Minhas pernas bambearam, eu mal pude acreditar nas palavras do delegado...
Delegado: Vou acionar meus homens pra irmos pra lá.
BC: Eu quero acompanhar o resgate.
Delegado: OK, mas se controle, um movimento em falso ou tudo dá errado.
Entrei no carro da polícia e o tal senhor entrou também, ele foi indicando o caminho pro delegado.
Delegado: Melhor pararmos aqui pra não dar bandeira.
Isis narrando:
Isis: A essa altura a coisa deve tá morta, não estou escutando ela gemer mais.
Carlos: Também acho, segura o menino aqui.
Isis: Eu não! Eu não vou segurar esse maldito feto!
Carlos: Segura logo esse menino! (Jogando o menino no colo de Isis)
Não tive opção a não ser segurar aquela merda de bebê, evitava de olhar pra cara daquele ser. Até que escutei um barulho suspeito vindo de fora, olhei pela janela e me assustei, logo corri pro quarto e chamei o Carlos.
Isis: FUDEU!! A POLÍCIA NOS ACHOU!
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