domingo, 12 de abril de 2015

Tá Me Dando Mole/ Cap 14

Os dias foram passando e a minha vida se tornou um inferno, Carlos me maltratava cada vez mais, me tornei uma prisioneira, não podia sair de casa sem a compania dele, fui obrigada a trocar meu número para não ser procurada e se eu falasse algo ele logo me ameaçava com a arma.
Carlos: Vou trazer uns amigos pra ver futebol aqui, faça uns petiscos.
Júlia: Você não vai trazer ninguém aqui, eu não quero bagunça na minha casa.
Carlos: Minha casa. Eu mando aqui. Cala logo a boca e vai fazer o que eu estou mandando.
Júlia: Por que você tá me tratando assim? Eu te fiz algo?
Carlos: Júlia, cala essa boca e faz logo o que mandei.
Fui pra cozinha preparar o que ele mandou, minutos depois os amigos deles chegaram, eram horrorosos, tinham uma aparência estranha, pareciam que estavam bêbados, sei lá. Eles viam jogo e gritavam, o porteiro interfonou inumeras vezes mas fui impedida de atender pelo Carlos.
Carlos: Cambada, bora imendar num churrasco?
Pra minha tristesa todos aceitaram fazer o churrasco, a campainha tocou e de repente surgiram umas mulheres.
Júlia: Olha essa bagunça!! E quem são essas kengas?
Carlos: Cala essa boca! E me pega uma cerveja.
Fui até a cozinha e peguei uma cerveja, cheguei na sala e ele estava aos beijos com uma das putas, um ódio me subiu e eu voei em cima dos dois, mas fui empurrada fortemente pelo Carlos, acabei batendo o ombro no chão e o deslocando.
Ubiratan: Porra Carlos!! Pegou pesado com a patroa!
Carlos: Peguei nada, levanta dai vadia! Você não é valentona?
Com muito custo me levantei, eles continuaram com a festa como se nada tivesse acontecendo. Eu estava com muita dor, peguei um analgésico e tomei, corri pro quarto e peguei meu celular.

BC: Alô?
Júlia: Pelo amor de Deus Bruno me ajuda!
BC: Jú? É você?
Júlia: Eu preciso que me tire daqui!

Carlos: TÁ FALANDO COM QUEM AI?

Ele tomou o celular da minha mão e o tampou na parede.

BC narrando.
BC: Alô?? Meu Deus...
Isis: Que foi amor?
BC: Júlia está sendo maltratada por aquele homem! Preciso ajudá-la.
Isis: Amor, ela sofre por que quer. Não podemos fazer nada.
BC: Eu vou fazer...

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