Júlia: Por favor, se tiver perto de alguém, saia imediatamente e não diga meu nome.
BC: Tô sozinho em casa.
Júlia: Então tranca a porta, pra ninguém entrar.
BC: Tá trancada, tô preocupado com você. Onde você tá? Já soube o que houve com o Carlos?
Júlia: Fui eu que fiz aquilo, como você soube?
BC: Você? Mas ele disse pra Isis que se envenenou por que você largou dele.
Júlia: Espera? Ele tá vivo? E como a Isis soube?
BC: Ela o viu saindo de maca do seu apê, ela tava indo na casa de uma amiga, ela falou que ele tava com dificuldades de falar, mas que entendeu um pouco o que ele disse.
Júlia: Tá mal contada essa história. Não acredite! Eles são comparsas. Você sabe pra que hospital ele foi?
BC: Não.
Júlia: Eu tô internada, vou te passar o endereço e você vem pra cá que eu vou te contar tudo o que houve.
BC: Tô confuso! Mas vou sim.
Passei o endereço pro Bruno e não demorou muito ele chegou no quarto.
BC: Oi princesa (me beijou a testa) então? O que houve?
Roberto: Vou deixar vocês a sós pra conversarem.
Roberto saiu do quarto e Bruno ficou olhando pra porta sem entender.
BC: Quem era aquele?
Júlia: Meu pai, an... Não exatamente. Bom, senta ai, porque a história é longa.
Contei tudo pra ele, desde a história do meu pai, até o que estava passando nas mãos do Carlos.
BC: Mas aquele cara é um desgraçado!!! Eu te disse Jú!! Eu sabia que ele nunca prestou... E por que você acha que a Isis é comparsa desse cara?
Júlia: Porque ontem quando eu te liguei, ele não viu pra quem era, logo ele jogou meu celular longe, depois alguém ligou pra ele e ele soube que liguei pra você. E agora como a Isis se encontrou com ele? Eles nem tinham intimidade perto da gente.
BC: Tá estranho isso.
Júlia: Eu posso estar errada, mas por favor, não fala nada pra ela. Não deixe ela saber onde estou.
BC: Tá. Mas onde você vai ficar depois que sair daqui?
Júlia: Tô pensando em ir embora.
BC: Não!! você não pode me deixar!
Visão do Carlos.
Eu estava com muita dor, mas com muito custo me arrastei até o telefone e liguei pra Isis.
Isis: Oi?
Carlos: Vem me ajudar.
Não consegui falar mais nada, eu já estava morrendo, com as vistas embaçadas vi a porta do quarto se abrindo.
Isis: O que aconteceu?
Carlos: Foi a Júlia.
Isis: Ah meu Deus! Vou chamar a ambulância.
Isis chamou a ambulância, me colocaram numa maca e me encaminharam pro pronto socorro mais próximo, pra minha sorte consegui ser desintoxicado. Aquela vagabunda me paga! Ah se paga.
Isis: Que mole ein? Deixar a Júlia te envenenar?
Carlos: Mas ela vai pagar!
Isis: Liguei pro Bruno e disse que ela te largou e você tantou se envenenar.
Carlos: É isso! Ela deve ter ido procurar por ele. Mas ela vai te desmentir garota!!
Isis: Não vai. Bruno confia em mim.
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