quinta-feira, 18 de junho de 2015

Os Opostos se Atraem- Capítulo 52

Dr.: A cirurgia foi um sucesso!
Respiramos aliviadas e falamos "Graças a Deus" juntas.
Dr.: As primeiras 48 hrs são cruciais, vamos ver se ele vai reagir bem ao novo coração.
Eu: E ele vai acordar quando?
Dr.: Bom ai depende dele e do coração, mas creio que daqui 2 dias ou 3 ele já pode começar a reagir. Sugiro que vão pra casa.
Celina: Obrigada doutor!
Fomos pra casa, mas eu mal dormir, os dois dias se passaram e nada do Fred acordar, com muita insistência o doutor deixou eu vê-lo de perto por 3 minutos, me higienizei e me vesti com uma roupa adequada, assim que entrei meu coração pulsava sem parar a cada passo que eu dava em direção a cama era um sentimento diferente, felicidade em vê-lo, medo de ver o estado que ele estava, lembrei-me de quando tive que reconhecer o corpo do meu pai, mas pelo menos ia vê-lo vivo, me aproximei e ele tava tão magro e pálido, chorei ao vê-lo naquele estado, me senti culpada. Se eu não tivesse entrado na vida dele desse jeito nada disso estaria acontecendo, alisei seu rosto, a barba dele já se encontrava bem grande, ali prometi que cuidaria dele pro resto da vida.
Eu: Eu prometo meu amor, vou cuidar de você. Vamos ser felizes juntos. Pra sempre.
Peguei na mão dele e com a outra fiquei acariciando o rosto dele, aproveitei e orei bastante pra que aquele pesadelo acabasse e parece que Deus ouviu, senti sua mão se movimentar sob a minha os olhos ameaçaram se abrir.
Eu: Fred? Ah meu Deus! Não acredito!
O doutor chegou na porta e antes que ele me pedisse pra sair dali eu falei o que houve.
Dr.: Significa que ele tá tendo uma ótima recuperação, mas você terá que ter paciência, pode demorar bastante pra ele acordar.
Sai dali do quarto com uma grande esperança, sabia que a qualquer momento ele ia acorda, contei pra tia Celina que ficou muito emocionada. As semanas se passaram, parecia que os dias eram longos, depois do que aconteceu Fred não reagiu mais, as fãs já estavam em desespero eu sempre tentava confortá-las pelas redes sociais, elas também me davam forças e assim formamos uma corrente, pedi a elas pra que rezassem muito. 1 mês desde que Fred apertou minha mão, e nada, pensei que assim que ele recebesse o transplante ele ia se recuperar rapidamente. Mas tava demorando até demais.
Eli: Fica calma amiga! Quando menos esperar ele vai estar aqui.
Eu: Espero Eli, não aguento mais ir naquele hospital e não ter nenhuma resposta positiva, sempre ouço "Tá na mesma" Não aguento mais (Chorando)
Recebi um abraço da Eli.
Eu: Vou lá mais uma vez.
Eli: Vai sim amiga, a sua presença faz bem pra ele.
Sai do apê da Eli e fui pro hospital, aquela era minha rotina agora, me afastei domingão por causa do acidente, mas acho que nem vou voltar mais depois que acordar Fred vai precisar muito de mim. Cheguei no hospital e camilnhei por aquele longos corredores até chegar na UTI, vi uma movimentação estranha, algumas enfermeiras entraram correndo no quarto, quando olhei no pelo vidro, mal pude acreditar.

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