Maya: Amiga, você não vai casar de óculos né?
Eu: Mas não enxergo nada sem eles.
Doralice: Seu pai te ajuda meu bem.
Eu: Tá.
Passamos a tarde toda nos ajeitando pro casamento, enfim fiquei pronta:
Fred narrando.
Fred: Quem sabe fazer nó na gravata?
Sérgio: Vem cá eu faço.
BC: Fred sendo literalmente enforcado kkkk
Cris: Sacanagem ein?
Vini: Relaxa Fred não deve ser tão ruim.
Fred: Pra você é fácil falar né?
Sérgio: Também não precisa tirar ele né?
Cris: Tão prontos? Vamos?
BC: E vai caber no seu fusca?
Fred: Cara eu vou na frente. Vocês vão amarrotados atrás.
Sérgio: Relaxa! Pedi o carro do meu pai. Pelo menos é mais confortável.
BC: Aleluia.
Cris: Isso faz disfeita mesmo.
Fomos pro carro do Sérgio e seguimos pra igreja, fiquei esperando minha mãe do lado de fora.
Raquel: Nossa, de terno você tá bem gato ein?
Fred: Valeu!
Raquel: Espero que a gente continue se encontrando depois que você colocar as algemas.
Fred: Claro que vamos! Agora vaza se alguém te ver aqui já sabe né?
BC: Eita! Você nem sabem disfarçar. Quel, Anne tá te procurando.
Raquel: Até daqui a pouco!
Ela deu uma piscada pra mim e eu retribui.
BC: Vi o carro do seu Ismael dobrando a esquina.
Fred: É tá chegando a hora.
BC: Boa sorte.
Fred: Vou precisar.
Narrado por mim
O carro parou em frente a igreja e Celina desceu com a minha mãe, vi o Fred parado na porta da igreja e ele tava tão lindo num terno bege e uma grata preta, vi que ele parecia nervoso, andava pra lá e pra cá. Celina foi até ele e o beijou na testa, assim os dois entraram de braços dados na igreja. Minha mãe entrou com o pai dele que por milagre apareceu no casamento, mas não dirigiu a palavra a nenhum de nós, estava insatisfeito com o casamento do filho. Meu pai me ajudou a sair do carro.
Ismael. Filha, boa sorte.
Eu: Obrigada pai.
Ele me beijou a testa e entramos de braços dados. Me sai bem sem óculos, mas enxergava todos embaçados, meu pai trocou um aperto de mão com o Fred e me entregou a ele que me beijou a testa e forçou um sorriso. Dei o buque pra minha mãe e assim a cerimônia começou. Juramos feidelidade um ao outro, da minha parte sei que era verdadeiro, dele eu já não sabia já que ele estava sendo forçado aquilo tudo, mas pelo menos ele disse sim o que já foi um alívio pra mim.
(...)
Meu pai ofereceu um churrasco na nossa casa para os convidados, o jantar foi feito por umas amigas da minha mãe e claro que não faltou os meninos tocando, Fred estava feliz ou pelo menos parecia, acho que não vai ser ruim...
Os dias se passaram, já estávamos morando juntos, Fred mais ficava na casa do Bruno do que tudo, agora eles estavam se apresentando pra mais lugares eu entendia que ele tinha que ensaiar bastante.
Eu: Boa noite.
Fred: Boa noite.
Eu: Fiz frango com quiabo hoje.
Fred: Que bom tô morto de fome. Vou só tomar um banho e a gente já janta.
Eu: Ok.
Ele entrou tomou banho e voltou pra sala.
Fred: Uau! Não tinha notado como sua barriga tá grande.
Eu: É sim.
Fred: Será que é menino ou menina?
Eu: Os patrões da minha mãe são médicos e eles me deram um ultrasom, já que é bem caro. Amanhã vou fazer.
Fred: Quero ir junto.
Arregalei meus olhos, fiquei assustada com a atitude dele.
Fred: Por que o espanto?
Eu: Não sei, é que pensei que não ia querer ver.
Fred: Apesar de tudo é meu filho Lari. Eu amo ele e tenho esse direito.
Eu: Tem sim.

Nenhum comentário:
Postar um comentário