Eu: Eu também pensava que você era bom.
Fred: As 18:00 tô saindo daqui, não demora se arrumar.
Eu: Tá.
Fred foi embora com a mãe. Eu comecei a me arrumar e na hora combinada eu estava pronta, Fred bateu palma no portão, me despedi do meus pais e sai.
Fred: Vamos?
Eu: Vamos de que?
Fred: A pé uai!
Eu: Tá, sem problemas. Posso te pedir uma coisa?
Fred: Fala.
Eu: Tipo, quando você fingia que gostava de mim, andava de mãos dadas e tudo, será que podemos pelos menos andar de mãos dadas?
Fred: Tá bom Lari!
Entrelaçamos nossas mãos e seguimos assim até a pizzaria.
Fred: As vezes não vai ser tão ruim.
Eu: O que?
Fred: Casar com você e ter uma família.
Eu: Então você gosta de mim?
Fred: Confesso que gostava de ficar perto de você.
Eu: E porque fez aquilo comigo?
Fred: Tava precisando de dinheiro Lari! As coisas lá em casa não tão facieis, meu pai foi embora sem mais nem menos, minha mãe trabalha demais, é aluguel, mercado, sabe o quanto vai ser mais difícil ainda depois que essa criança nascer? Vou ter que largar de ajudar minha mãe e o pior, nem sei como vai ser se eu não arrumar um emprego, por que até agora não recebi cachê nenhum. Você foi irresponsável, isso sim, pensou só em você.
Ele largou minha mão bruscamente e saiu andando na frente, dai então percebi que realmente fiz besteira em engravidar de proposito, mas prometi a mim mesma que ia fazer de tudo pra fazer essa criança e o Fred felizes.
Fred narrando:
Tava até cedendo a Larissa, ela era muito gente boa, como não tinha escapatória o jeito era aceitar andar de mãos dadas com ela, mas quando veio tudo na minha cabeça eu pirei e sai andando na frente. Não vai ser nada fácil sustentar uma família.Até que tive uma ideia, desistir, eu tinha que arrumar um emprego fixo, vi que esse sonho não ia pra frente. Chegamos na pizzaria e todos já estavam lá, inclusive Anne e Raquel.
Raquel: Trouxe a esposinha?
Fred: Sim trouxe e deixem ela em paz.
Sérgio: Sem briga! Vamos passar o som, só estavamos esperando por você.
Fred: Comecem sem mim. Cris cadê seu pai?
Cris: Ali conversando com o dono da pizzaria.
Fred: Ok, vou ali conversar com ele.
Tava nervoso demais, mas não tinha outra opção.
Fred: Seu Monza?
Monza: Fala Fred.
Fred: Então, é que eu tô prestes a me casar, vou ser pai, minha mãe tá trabalhando até tarde da noite. E pra mim não dá mais sabe? Não estou tendo lucro, não que eu faça por dinheiro, amo o que faço, mas não posso simplesmente deixar tudo pra minha mãe e eu vou ter um filho pra sustentar. Pra mim não dá mais. Vou ter que arrumar um emprego fixo.
Monza: Calma Fred! Tava justamente conversando o seu Zé (dono da pizzaria) e a aprtir de hoje todos vocês vão ser pagos. não é muito, 200 reais por mês, mas agora você vão ter que tocar fixamente todos os dias, a não ser que você queira algo melhor que ganhe mais.
Fred: Não, se for assim eu topo
Voltei pra passar o som com eles e nos apresentamos novamente, Monza conversava com os empresários que pareciam satisfeitos com o nosso trabalho, no fim da noite me animei, recebi meu primeiro cache assim como os outros.
Narrado por mim.
(...)
2 dias para o casamento, meu pai e Fred davam os toques finais na nossa casa que estava ficando linda, não era grande, um quarto, sala, cozinha, banheiro e varanda, mas era o suficiente pra nos três, ganhei alguns móveis que a minha mãe não usava, Celina nos deu uma geladeira e minha mãe comprou um fogão. Estava recebendo muitas doações dos vizinhos, como roupinhas pro bebê. Fred conversou com a mãe e ela deixou que ele ficasse no grupo, ele se apresentava de quarta a sábado e estava muito feliz, eu também estava feliz por ele e mais feliz por ter ele por perto.
Eu: Ansioso?
Fred: Não, mas tô nervoso.
Eu: Ah sim.
Fred: E o seu vestido?
Eu: É bonito.
Fred: Hum...
Eu: Nesses ultimos dias a gente não tem brigado né?
Fred: Verdade.
Eu: Acho que vamos ser bem felizes.
Fred: Quem é feliz forçado a se casar?
Eu: Pensei que já tinha aceitado.
Fred: Eu nunca vou aceitar isso.
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