quinta-feira, 18 de junho de 2015

Os Opostos se Atraem- Capítulo 49

Celina: (já em lágrimas) Não minha filha, felizmente ele ainda não morreu.
Eu: Como assim ainda?
Celina: Assim como você esteve, ele tá em coma, uma das ferragens atravessou seu coração, mas fizeram uma cirurgia na qual não vai suportar por muito tempo o coração pode para a qualquer momento e se não acharem um pra transplantar daqui uma semana (Ela chorava) vão desligar os aparelhos.
Um chão se abriu sob meus pés, ouvir aqui foi pior do que qualquer dor que eu senti na vida.
Eu: NÃO PODE SER, NÃO ACREDITO.
Celina: Se acalma minha filha! Você não pode se exaltar assim! Gabi! Liga pro médico dela.
Eu: NÃO QUERO MÉDICO! QUERO O VER O FRED! VAMOS LOGO
Me levantei da cama mas fiquei tonta e cai no chão. Fui amparada por Gabi e Celina que com muito custo conseguiram me acalmar. Passados 2 dias, mesmo inconformada eu já tava menos nervosa, era dia de ir no hospital ver o Fred, um vidro nos separava, infelizmente não pude vê-lo de perto, vê-lo ali todo entubado, pálido me fez sofrer mais ainda. Amanhã eles iam desligar os aparelhos.
Celina: Vamos Erica, você não pode ficar assim.
Mesmo pelo vidro mandei um beijo pra ele, fomos pra recepção do hospital.
Gabi: Mana, esse moço disse que quer falar com você.
Eu: Sim?
XX: Eu sou o Delegado Antônio (Trocamos um aperto de mão) investigamos sobre o acidente e depois de longas perícias chegamos a conclusão que o freio do carro foi cortado.
Eu: An?
Celina: Meu Deus! Quem seria capaz de tamanha crueldade!
Delegado: Ainda não sabemos, vocês desconfiam de alguém?
Celina: Será que... Meu Deus não pode ser! Ela não!
Eu: Pode ser sim, a Nati.
Celina: Não acredito (chorando) Ela não...
Eu: Tia a Nati é bem pior do que imagina.
Celina: Tão capaz de tentar tirar a vida de duas pessoas?
Eu: Sim, delegado (me virei pra ele) foi a Nati, Fred me disse que a viu no estacionamento antes de me buscar.
Delegado: Ok, você me acompanha até a delegacia pra prestar depoimento?
Eu: Claro, vou sim.
Assim fizemos, fui acompanhada pela minha tia que também foi ouvida pelo delegado, depois de horas ali, fomos embora.
Celina: Mas filha, você mal chegou! Vai aonde?
Eu: Andar por ai, preciso espairecer.
Celina: Tudo bem, eu vou com você.
Eu: Não tia, preciso ficar sozinha, preciso pensar.
Celina: Mas Erica! Se você passar mal!
Eu: Eu tô bem tia! Prometo não demorar!
Sai andando um pouco pelo bairro, mas peguei um táxi e fui até uma outra praia bem distante dali, as ondas batiam nos meus pés e as lágrimas brotavam no meu rosto, pensar que em menos 24 horas eles poderiam desligar os aparelhos e eu ficar sem ver o Fred pra sempre, me doía o coração, caminhei até um quiosque e pedi uma água de coco, me sentei num banco e vi uma cena que me deixou intrigada, ou melhor, espantada eu mal pude acreditar no que via. O movimento dali era pouquissímo, o vendedor deixou uma faca ali em cima do balcão, não pensei duas vezes em pegá-la, caminhei até a mesa onde passei minha mão pelo pescoço dela deixando a faca bem perto de sua garganta.

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