Gabi entrou pro banho e eu fui tomar café.
Eu: Pai, será que convém o senhor ir trabalhar com essa chuva toda? A obra deve tá até parada.
Franscico: Mesmo assim tenho que ir meu amor, pra terminar algumas coisas por dentro, o patrão quer entregar o prédio o mais rápido possível.
Eu: Ok.
Gabi se sentou e tomou café também, fomos pro ponto de ônibus que não demorou a chegar, o dia passou e chovia muito, meu coração tava apertado, eu não tava legal, mal falei com os outros funcionários. As 17:00 retornei pra casa e comecei a colocar algumas coisas no lugar e fiz a janta, Gabi como sempre com as pernas pra cima e não fazia nada, deu 20:00 e estranhei, meu pai ainda não tinha chegado, geralmente ele trabalha até as 18:30 ou 19:00 mas nunca passa disso, as 21:00 a preocupação aumentava, assim que peguei meu celular pra ligar pra ele o mesmo tocou, pro meu alívio era meu pai, atendi e antes que eu falasse algo as lágrimas já rolavam pelo meu rosto.
Eu: NÃO PODE SER, NÃÃÃÃÃO, NÃO PODE.
Gabi: Que isso mana?? O que foi?
Eu só chorava, até que consegui falar com ela.
Eu: Nosso pai Gabi. Nosso pai caiu de um andaime e...
Gabi: E O QUE ERICA! FALA LOGO
Ela me sacudia pela blusa.
Eu: ELE MORREU GABI, NOSSO PAI ESTÁ MORTO.

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