Eu: Nossa! Foi maravilhoso...
Fred: Uhum, foi, se veste agora se não fica tarde.
Eu: Vem cá? Você acha que eu sou alguma piranha?
Fred: Oi?
Eu: É isso mesmo, é a segunda vez já que a gente fica, rola, e você dá tchau? Qual é Fred?
Fred: Eu que pergunto, qual é? Você acha o que? Depois que rola eu pego uma aliança e te peço em namoro? É isso? Olha, você que quis vim pra cá, não te obriguei a nada.
Eu: Você é um canalha, um animal, um idiota! (Chorando) Eu te odeio Fred! Te odeio!!
Fred: Ei, ei... Pode parar de chilique, agora se veste. Vou te levar.
Eu: Pensa mesmo que eu quero ir com você? De você eu só quero distância.
Me vesti rapidamente, chorava muito, enquanto isso Fred ligou a TV e ficou assistindo um filme, sai do quarto dele ao menos sem olhar pra trás e bati a porta com tanta força que fiz um quadro cair. Queria sair daquele lugar o mais rápido possível, peguei um táxi e cheguei em casa, tomei um longo banho, me esfregando como se quisesse tirar de mim todas as marcas, cada toque, cada lembrança, mas era em vão, eu chorava ainda mais sentada debaixo do chuveiro. Depois de um bom tempo, me levantei, me enxuguei, vesti meu pijama e cai na cama, acordei tarde no dia seguinte e fiquei na cama, conversei com a Deby que me contou sobre a noite que passou com o meu irmão, ela me perguntou pro Fred e eu contei que ficamos no carro e só, ainda não tava afim de falar sobre o que houve de verdade. Passei todo o fim de semana no quarto, não queria ver ninguém, até pensei na hipotese de me matar novamente, mas acho que não valeria a pena. A segunda chegou e de manhã fui pra escola, encontrei com a Deby no ponto, que logo sacou que eu não tava bem.
Deby: Que foi ein?
Eu: O que você acha?
Contei tudo o que houve em meio a muito choro, ela mal acreditou.
Deby: Cara, que vontade de dar na cara daquele veado, amiga fico feliz que não tenha feito nada contra si mesma.
Eu: Vontade deu, mas acho que não vale a pena.
Deby: Acha não! Tem certeza!
Pegamos a van e chegamos na escola, não conseguia me concentrar em nada, a tarde almocei com a minha mãe que logo saiu pra almoçar, meu irmão me levaria pra terapia hoje.
Erika: Boa tarde Pri.
Eu: Boa tarde Erika.
Me joguei no sofá com as mãos no rosto.
Erika: Ei?? Que foi?
Aquela foi a pergunta mágica, logo comecei a chorar descontroladamente.
Erika: Isso, põe pra fora, é bom...
Depois de longos 10 minutos chorando, eu me acalmei, respirei fundo e olhei pra Erika que me olhou com um olhar piedoso.
Eu: Ah Erika! Eu não sei mais o que fazer... Vontade de sumir, de me matar.
Erika: Tá louca menina?? Você só tem 17 anos, tem muito o que viver!
Eu: Viver o que? Se eu já fui usada e tratada feito lixo?
Erika: Como assim? Você pode me contar?
Eu: Claro... Bom, tudo começou quando fui no show do Sorriso em São Paulo, dessa vez eu fui com eles mesmo, fiquei no mesmo hotel e tudo mais, foi perfeito demais, mas não saberia que seria tão perfeito quando aconteceu...
Erika: E o que aconteceu? (Já espantada)
Eu: Ele, o Fred
Chorei ao falar o nome dele e ela arregalou os olhos.
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