Meu pai estava junto e se desesperou, ele me tirou da banheira e tento fazer tudo que é tipo de reanimação, mas sem sucesso.
Adriana: ELA MORREU?
Fábio: Se acalma, liga logo pra ambulância (Chorando) Eu não tô sentindo a pulsação dela.
A ambulância não demorou a chegar e logo me levaram pro hospital. Meus pais não puderam entrar. Ficaram aflitos esperando por notícias, depois de alguns minutos, o médico entrou na sala de espera.
Dr.: Eu não sei se vocês acreditam em milagres, mas o que aconteceu não tem outra explicação a não ser essa.
Adriana: Fala logo Doutor!!
Dr.: Conseguimos desintoxicá-la e reanimá-la com desfibrilador.
Fábio: Desintoxicá-la?
Dr.: Sim, ela tomou uma série de soníferos e anti depressivos.
Adriana: Anti depressivos?
Fábio: Os anti depressivos da minha mãe, ela esqueceu lá em casa.
Dr.: Por sorte ela chegou a tempo, mais 2 minutos e ela estaria morta.
Adriana: Meu Deus, mas porque ela fez isso?
Fábio: Podemos entrar no quarto?
Dr.: Podem sim, mas ela está sedada.
Meus pais entraram e ficaram me olhando, aos poucos fui me despertando .
Adriana: ooooh filha, que bom que acordou!
Fábio: Priscila, por que você fez isso? O que tá acontecendo com você?
Eu: Nada... (Chorando)
Adriana: Como assim nada? Você anda triste, pra baixo. O que houve? Te fizemos alguma coisa?
Eu: Não mãe, não é nada... Eu só queria sumir.
Fábio: E por que? Você tem motivos?
Eu: Eu tô me sentindo rejeitada.
Adriana: Por nós filha? Mas fazemos tudo por você e pelo seu irmão... Por que você tá se sentindo assim?
Pro meu alívio o Doutor chegou e chamou meus pais para conversar.
Dr.: Ela tá com princípio de depressão.
Fábio: Mas como assim? Ela tem uma vida ótima, por que?
Dr.: Não precisa motivos, as vezes acontece, como você mesmo falou, sua mãe tem depressão, na maioria das vezes pode ser genético.
Adriana: Meu Deus.
Dr.: Ela precisa de muita atenção e paciência. Principalmente com os tratamentos. Ela vai ter que começar a tomar uns medicamentos, mas fiquem de olho nas doses, por enquanto esses medicamentos, tem que ficar escondidos. Ah, e terapia também, isso vai fazer bem a ela. Conheço uma ótima terapeuta, ela é especialista em meninas em crises.
Fábio: Logo a Prin, tão alegre, estudiosa. Deve ter acontecido alguma coisa. Ela não é assim.
Dr.: Eu sinto muito, mas tentem distrair a cabeça dela o máximo que puderem. Bom eu vou preencher a ficha dela e dar alta.
Assim o Doutor fez, me deu alta e já estávamos em casa, minha mãe ligou pra Deby que logo chegou.
Deby: Não acredito que você tentou se matar por ele. Como você é boba. Amiga, se olha no espelho, você é linda, pode ter todos os homens, por que logo ele? Só por que você é fã? Desse jeito vou te proibir de ir nos shows.
Eu: É que eu amo ele, além de tudo. Muito mesmo, mais do que a mim mesma, eu não vou aguentar, ver ele com outra.
Deby: Mas ele é assim, sempre tem uma ali, uma aqui. Infelizmente ele não é homem pra se comprometer.
Bateram na porta e eu mandei entrar.
Thiago: Maninha!! Meu Deus! Não acredito que está aqui. Por que você fez isso?
Eu: Não faça perguntas maninho, apenas me abraça.
Assim ele fez, ficamos conversando por um bom tempo, no dia seguinte não fui pra aula, a tarde minha mãe chegou, almoçamos juntas.
Adriana: Filha se arruma, sua terapeuta é as 14:00.
Eu: Por favor mãe, me livra dessa, eu não quero ir, eu não preciso de psiquiatra, eu não tô louca.
Adriana: Não é psiquiatra, é terapeuta, é bem diferente, ela só vai te ouvir e te aconselhar.
Com muita insistência da mãe eu aceitei a ir, subi pro meu quarto e me arrumei:
Desci e segui de carro com a minha mãe até chegar no consultório.

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