Eu: Oi?
XX: Oi.
Eu: O Fred não mora aqui mais não?
XX: Mora, meu nome é Lúcia e eu sou a diarista dele.
Eu: Ah sim, e ele está?
Lúcia: Iiiih faz tempo que ele não aparece, agora vive na casa da mãe dele, quero dizer nem lá ele deve tá, deve tá no hospital.
Eu: Hospital?
Lúcia: Sim, a esposa dele tá entre a vida e a morte, dizem que nem um milagre é capaz de curá-la.
Eu: Meu Deus! Então ela tá doente mesmo...
Lúcia: Tá sim, seu Fred me contratou pra cuidar daqui 3 vezes na semana. Eiii? Onde você vai?
Nem a respondi, sai totalmente destruída de lá, eu não poderia simplesmente tirar o Fred da Isadora, pensei que era golpe dela, mas agora sei que ela está precisando mais dele do que eu, entrei no carro e segui pra casa da Deby, assim que ela abriu a porta eu me desmontei nos braços dela e chorei muito.
Deby: Amiga! O que houve?
Contei tudo a ela.
Eu: Ela tá doente mesmo e eu não posso ir lá simplesmente e tirar o Frei dela. Não posso!
Deby: Mas você não tá feliz amiga! E se ela morrer? Pensa nisso!
Eu: Cara! Eu não vou me aproveitar do estado de saúde da garota pra ficar com o Fred, não mesmo! (Respirei fundo) Eu vou me casar com o Marcelo e vamos ser muito felizes. (Dei um sorriso falso) Eu vou aprender a esquecer o Fred e amar o Marcelo.
Deby: Seja o que for, sempre estarei do seu lado.
Nos abraçamos e ficamos conversando.
Fred narrando.
Eu estava observando Dora pelo vidro da UTI, ela estava na mesma, nem melhor, nem pior, eu já estava aflito com aquela situação, não me sentia bem, estava desanimado, minha vontade era morrer. Fiquei sabendo que amanhã a Pri vai se casar, imagine o quanto ela vai ficar linda de noiva, pena que não sou eu que estarei a esperando no altar. Tomara que ela seja feliz, apesar que eu não estou e queria fazer de tudo pra não ter casamento nenhum, mas também não posso abandonar a Dora, ela precisa de mim. Virei pro lado me assustei com a movimentação rápida dos médicos e enfermeiros no quarto da Dora.
Fred: O que tá acontecendo?
Perguntei a um dos enfermeiros.
Enfer.: Parece que sua esposa acordou, estamos examinan...
Dr.: Desculpa interromper, Fred sua esposa quer falar com você.
Me vesti adeuquadamente com touca e luvas, entrei no quarto dela e me assustei com que vi de perto, sua boca já não tinha mais cor, os olhos estavam amarelados e a pele branca.
Fred: Dora (Chorando)
Dora: Fred (Sua voz não saia mas eu entendi) Oh meu amor... Que bom que você tá aqui.
Fred: Você vai ficar boa Dora, e eu vou estar aqui sempre.
Dora: Fred, eu tô indo, já não há mais esperanças. Eu preciso ir, não posso ficar aqui e te fazer sofrer.
Fred: Mas se você se for eu vou sofrer ainda mais.
Dora: Não vai, você tem uma filha linda e uma mulher que te ama esperando por você. Quero te agradecer por tudo, principalmente por cumprir a promessa de ficar casado comigo até eu morrer. Fred, eu te amo. E tudo que eu quero que seja feliz, preciso apenas que me prometa uma última coisa.
Fred: Fala (minha voz falha pelo choro)
Dora: Case-se com a Priscila, eu quero que agora seja feliz com ela. Saiba que eu sempre vou te amar, além da morte.
Ela disse aquilo e fechou os olhos, os aparelhos apitaram sem parar e a equipe médica chegou e rapidamente e me tiraram dali, eu chorava muito, parece que pra mim nada mais fazia sentido, eu jamais vi alguém morrendo na minha frente.
Celina: (chorando) Filho...
Fred: Ela se foi mãe...
Erika: Já sabíamos que isso ia acontecer meu irmão. Agora o que nos resta é rezar pela alma dela.
Celina: Ela te disse algo?
Fred: Ela pediu pra que eu me casasse com a Pri e que eu fosse feliz com ela.
Erika: E tá esperando o que?
Celina: Erika!
Erika: Mãe! Se o Fred não for agora será tarde demais! Vai Fred, vai atrás da sua felicidade!
Fred: Primeiro preciso velar o corpo da Dora, quero que minha esposa descanse em paz.
Assim fizemos, o corpo foi liberado, meu tio foi avisado e chorava muito, mais de arrependimento por ter destratado a filha durante esse tempo, ali passamos a madrugada velando a Dora que foi enterrada logo pela manhã.
Erika: Ela vai se casar hoje
Ela comentou comigo enquanto saíamos do cemitério.
Fred: Eu sei.
Erika: E vai fazer o que?
Fred: Ainda não sei. Prefiro que a minha razão e o meu coração me surpreendam.
Erika: É Fred, mas nem sempre os dois pensam iguais.
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