Seguimos para o velório, Théo chorava inconsolavelmente, eu como mãe estava sentindo a dor dele, adotei o Rick como um filho. Era impossível não ficar chocada com essa morte tão trágica.
Paulina: O que fazem aqui seu malditos? Além de levarem meu filho para aquele país maldito onde as pessoas o mataram, ainda têm a cara de pau de aparecerem aqui?
Eu: Se acalma dona Paulina! Foi um tragédia eu sei. Mas não temos culpa!
Antony: Tem sim! Desce que seu maldito filho apareceu na vida do Rick foi um inferno! Até gay ele virou, largou um noivado pra se juntar a esse demônio.
Eu: NÃO FALA ASSIM DO MEU FILHO!-Diminuo a minha voz ao perceber que estamos num velório- Rick e Theo se amavam, seu filho era muito feliz ao nosso lado!
Paulina: Tão feliz que até morreu.
Fred: Vamos nos acalmar? Não é momento pra brigas, infelizmente é um momento de dor e tristeza, vamos pelo menos nos despedir do Rick em paz.
Assim fizemos, os pais do Rick de um lado e eu com o Théo no outro, mais doloroso ainda foi o sepultamento. Ali confirmamos que não era um pesadelo, infelizmente era realidade.
(...)
Eu: Meu Deus que dia difícil- Me jogo no sofá.
Fred: Nem me fala. Difícil e triste.
Eu: Filho, você precisa comer alguma coisa.
Théo: Tudo que eu quero é morrer, vou pro meu quarto.
Eu: Quer que eu vá?
Théo Prefiro ficar sozinho mãe.
Ele saiu do nosso quarto e foi pro dele, dois dias se passam...
Eu: Mas meu filho! Precisamos ir!
Théo: Eu não quero voltar para aquele pais nunca mais! NUNCA!
Fred: Filho, sua mãe e eu temos nossos trabalhos por lá. Ficar aqui só vai piorar as lembranças.
Théo: Vai piorar as lembranças se eu voltar pra lá! Eu não quero! Agora saiam daqui!
Ele bate a porta na nossa cara.
Fred: O que vamos fazer?
Eu: Faz o seguinte, pode voltar, ele precisa de mim. A Maya tá a frente da loja então fico mais tranquila, já você não pode deixar os meninos na mão.
Fred: Ok. farei isso.
Fred arrumou as malas, nos despedimos fazendo amor, ele bem que tentou falar com o Théo, mas foi em vão, fui com ele até a portaria do hotel onde ele entrou num táxi e rumou pro aeroporto.
Fred
Desembarquei ni Brasil quase de manhã, fui direto pra casa e dormi até umas 10:00. Depois fui pra casa dos meus sogros explicar a Louise porque Théo e Larissa ficaram lá, o mais difícil foi explicar a morte do Rick, mas ela entendeu bem que ele tá descansando num lugar bem melhor. Ela preferiu ficar com os avós e eu deixei, fui pra produtora onde fiquei sabendo de uma reunião.
Vini: Que bom que chegou Fred! Como foi lá?
Fred: Foi péssimo né?
Sérgio: Imagino, perder um amigo não é nada fácil, imagino como o Théo deve está.
Fred: Não contou a eles Vitor?
Vitor: Pensei que não ia querer expor isso.
BC: Expor o que gente? Não tô entendendo nada.
Fred: Rick era mais que amigo do Théo, eles eram namorados.
Cris: Por que nunca nos contou que Théo era gay?
Fred: Por medo.
Sérgio: Ou vergonha?
BC: Claro que vergonha pô! Já pensou? Se eu tivesse um filho gay eu teria vergonha de ser chamdo de pai por ele.
Vini: Porra Bruno!
Vitor: Só fala merda né?
Fred: De você posso esperar tudo Bruno, menos esse lado homofóbico. Também né? Já era de se esperar, você sempre infernizou a Larissa mesmo.
BC: Hahaha! Nem vem! Você também tá nesse inferno! Ou não se lembra da aposta?
Vitor: Vamos parar vocês dois? Esqueçam o passado! Fred tem um filho gay, beleza, vamos respeitar ele é gente como a gente. Estamos aqui pra discuti trabalho! Fora daqui você podem até se matar!
Apenas fuzilei Bruno com o olhar, a reunião começou e o clima ali estava tenso.
Gente desculpa a demora nas atualizações, mas esses dias estava sem vontade pra atualizar e sem inspiração. :(
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