-Théo-
-: Cala essa boca frutinha! Gente da sua espécie merece morrer mesmo que nem esse seu namorado!
Eu: O que querem? É dinheiro?
-: Hahaha! Não ouviu que ele falou? A gente só quer que pessoas como você morram! Com ele foi rápido mas vamos fazer você sofrer, e muito.
Eles começam a rir, dois caras puxam meu braço pra trás enquanto os outros começaram a me espancar sem dó nem piedade, doía muito, eram chutes, socos, um chegou até me esfaquear no braço...
-Larissa-
Não consegui pregar os olhos, um sentimento ruim tomava conta de mim, já eram quase 5 horas e nada do Théo e do Rick chegar, já estava preocupada com isso, liguei pro celular dos dois e ninguém atendia, Me levantei e fui pra cozinha tomar água, até que sinto um forte vento entrar pela janela e uma palpitação estranha tomou conta do meu coração, era tão forte que deixei o copo cair. Até que ouço me celular tocar, correndo vou atender, pro meu alívio era o Théo.
IDL:
Eu: Oi filho! Onde está?
-: É a Larissa?
Eu: Sim sou eu, quem fala?
-: Eu acabei de salvar dois rapazes aqui, eles foram espancados-Me desespero.
Eu: MEU DEUS, ONDE O SENHOR ESTÁ?
-: Chamei a ambulância e acabaram de levar eles pro hospital.
O homem me passa o endereço e eu anoto em um lugar qualquer, ligo pra minha mãe e peço ela pra ficar com a Louise, fecho o apê e deixo as chaves na portaria pra quando minha mãe chegasse, rapidamente pego um táxi, já que o Théo tava com meu carro, por ainda ser bem de manhã o trânsito tava bom rapidamente chego no hospital e só lá lembro de ligar pro Fred que ficou desesperado e disse que ia pegar o primeiro voo pro Rio, chego na recepção e pergunto informações sobre o Théo e o Rick, imediatamente ela liga pra um médico e pede pra e aguardar. Depois de quase 10 minutos aparece um médico.
Dr.: Você é o que dos rapazes?
Eu: Sou mãe do Théo.
Dr.: Senhora eu sinto muito, mas um deles faleceu a caminho do hospital.
Começo a chorar compulsivamente, o Dr. me leva pra outra sala e conversa umas coisa comigo, vou reconhecer o corpo e vejo que mataram Rick, começo a chorar muito e peço pra ver o Théo, o médico libera minha entrada no quarto dele e assim que adentro o quarto mais uma vez me desabo a chorar, meu filho tava ali todo ferido, com hematomas espalhados pelo corpo, me aproximo da cama e ele me olha chorando muito.
Théo: Mataram ele mãe! Mataram o amor da minha vida!
Eu: Oh meu filho-choro junto com ele e aliso seu rosto- Eu nem sei o que dizer meu amor.
Théo: Foram 6 mãe! 6 homens nos espancaram, se não tivessem chamado a polícia eu também estava morto, coisa que eu queria que tivesse acontecido já que tiraram o Rick de mim!
Eu: Não fala isso meu filho! Eu não ia suportar te perder!
Théo: E o que eu tô sentindo agora ein? Pensa que estou como?-Ele altera a voz- Eu quero ir embora dessa desgraça de país, esse povo nojento homofóbico!
Eu: Calma filho! Tenha fé que a justiça de Deus não falha!
O Dr. me chamou pedindo pra que eu ligasse pros familiares do Rick e desse a notícia, assim eu fiz, todos ficaram chocados, providenciei a ida do corpo dele pra Suíça, Théo fez alguns exames e não tev nada grave a não ser o corte no braço, ele teve alta no mesmo dia, assim que chegamos Fred estava saindo na porta.
Fred: Meu filho!-Já com os olhos em lágrimas- Meu Deus que desgraçados!
Eu: Demais.-Eu chorava.
Théo: Mataram o Rick pai!- Começa a chorar- Mataram meu companheiro de todas as horas.
Entramos e tetávamos consolar o Théo, fui pro quarto arrumar as malas dele e as minhas também.
Fred: Eu vou ligar pro Vitor e falar que vou com vocês.
Assim ele fez, explicou tudo ao Vitor e arrumou as malas dele, o corpo de Rick já estava sendo enviado pra Suíça, pegamos o voo pra lá e desembarcamos já era bem a noite.
Fred: Vamos ficar no hotel que fiquei da última vez que vim aqui, lá eles sempre tem vaga.
Pegamos um táxi e seguimos rumo ao hotel, ficamos os três no mesmo quarto, foi uma longa noite, Thèo nem dormiu, só chorava, assim com eu também, Fred tentava nos consolar, mas sem sucesso. Amanheceu e nos arrumamos para o velório.
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