Fred: Fica calma meu amor. Vai dar tudo certo.
Eu: Não Fred! Não vai dar nada certo!-Começo a chorar- meu Deus! Como a Mi vai reagir Fred?
Fred: Por favor Lyz, não chora. Vai dar tudo certo, por favor. Não chora.- Ele me acalenta.
Carlos: Tá tudo pronto, podemos ir.
Eu: Não Fred! Não vai dar nada certo!-Começo a chorar- meu Deus! Como a Mi vai reagir Fred?
Fred: Por favor Lyz, não chora. Vai dar tudo certo, por favor. Não chora.- Ele me acalenta.
Carlos: Tá tudo pronto, podemos ir.
Entramos no carro e Carlo seguiu pro fórum onde seria minha audiência, repórteres e mais repórteres cercavam o local, tivemos que ser escoltados por policiais até chegarmos dentro do fórum, lá se encontrava Bernardo, Bruno, Sérgio, Vini e Cris, eles estavam acompanhados pelas as esposas que me deram força, sem contar minha mãe que também estava ali me acalmando, meu pai não foi pois achou que eu realmente era culpada. Fui chamada pra adentrar a sala e segui pra lá com o Bernardo enquanto os outros aguardavam do lado de fora. Muitas testemunhas foram ouvidas, até chamarem o nome da Daniele. Claro! Essa vadia! Ela me odeia... Só pode ter sido coisa dela. Ela fez o juramento dela de não mentir e se sentou com um sorriso falso.
Dani: Eu conheço a Eliza desde a faculdade. Ela sempre levava drogas pra faculdade pra alguns alunos.
Eu: É MENTIRA DELA!!!
Juiz: Senhor delegado! Contenha sua cliente ou eu serei obrigado a prendê-la!!
Bernardo: Fica calma.
Dani: Bom, ela sempre traficou. Temo pela minha sobrinha que fica nas mãos dessa daí.
Eu: É MENTIRA DELA!!!
Juiz: Senhor delegado! Contenha sua cliente ou eu serei obrigado a prendê-la!!
Bernardo: Fica calma.
Dani: Bom, ela sempre traficou. Temo pela minha sobrinha que fica nas mãos dessa daí.
Ela continuou falando mais algumas mentiras, minhas lágrimas desciam de ódio daquela vagabunda e eu ainda tentava entender, por que tanto ódio vinha dela, o que eu fiz pra que ela sentisse essa raiva? Ela saiu com um sorriso irônico e eu apenas chorava por temer minha condenação.
Juiz: Intervalo de uma hora, depois a sentença.
Depois de uma hora retornamos à sala, dessa vez todos estavam ali presentes.
Juiz: Sentencio à Eliza Prado Borges à 5 anos de prisão por tráfico de drogas. Sendo assim o advogado pode recorrer dentre o prazo de 6 meses.
Quando ele bateu o martelo definindo a sentença, foi como um tiro nas minhas costas. Eu chorei muito, muito mesmo, olhei pro Fred que chorava muito também.
Fred: LYZ! VOCÊS NÃO ENTENDEM? ELA É INOCENTE!!! A SOLTEM LOGO!
Ele gritava enquanto eu passava algemada por ele.
PM: Se o Senhor não se comportar o prendo por desacato.
Fui levada dali pra dentro de um camburão, eles dirigiram pra um presídio feminino. Eu só chorava, pensando no Fred e na Mi. Chegando no presídio, pediram pra que eu colocassem meus pertences dentro de uma caixa, me deram um uniforme e par de chinelos, me troquei e a carcereira me levou pra cela onde tinha mais duas mulheres.
FRED
Como vou contar pra Mirela? Como vai ser pra ela crescer sem a Lyz? Vou ter que ser forte a partir de agora.
Cheguei casa totalmente destruído, com os olhos olhos inchados de tanto chorar. Minha pequena veio na um minha direção e me agarrou as pernas.
Cheguei casa totalmente destruído, com os olhos olhos inchados de tanto chorar. Minha pequena veio na um minha direção e me agarrou as pernas.
Mirela: Papai, você tá triste? Cadê a Yz.
A peguei no colo e me sentei no sofá.
Fred: Meu amor a Lyz vai ter que ficar uns tempos fora.- Ela já faz cara de choro- Oh meu Amor!
Não chora! Ela teve que ir estudar.
Mirela: Ela prometeu que não ia me deixar nunca papai!
Fred: Mas foi preciso meu anjo! Mas ela vai voltar tá bom?
Fred: Mas foi preciso meu anjo! Mas ela vai voltar tá bom?
E o resto dos dias foram extremamente tristes pra mim e pra Mirela. A Mi mal comia, não queria ir pra escola, vivia triste e sem contar que ela voltou a ter pesadelos novamente, tentei até contratar outras babás, mas ela não se adaptava a nenhuma, a minha salvação era a Dani que sempre cuidava dela quando eu precisava viajar. Ela a levava pra casa da minha sogra e ficava lá com ela. Mas quando dava eu levava a Mirela pra viajar comigo também, praticamente ela vivia no meio das caixas dos equipamentos, já era a mascotinha do grupo como eles a chamavam. Eu ia visitar a Lyz, sempre pedia a Júlia pra fazer coisas gostosas pra levar pra ela, era aquele chororô quando a gente se encontrava, eu tava preocupado, a Lyz tava cada vez mais magra e abatida, os pais nem a visitaram por achar que ela realmente era culpada, ainda bem que a Bia amiga dela não abandonou, de vez em quando marcavamos de irmos juntos pra ver se ela se alegrava, mas era em vão. Aquele lindo sorriso que ela tinha se desfez, ela não tinha mais alegria, não falava mais daquele jeito que me motivava sempre. Como doía vê-la naquele estado. Bernardo bem que tentou recorrer, mas nada comprovava a inocência dela, mas ele me dava esperanças de que ela poderia sair mais cedo por bom comportamento. Assim espero, preciso da Lyz perto de mim.
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